sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A ordem dos fatores não altera o produto: Vinho e pão ou pão e vinho?


2002 - Uma igrejinha qualquer no bairro água branca!

O ano de 2002 era BEM estranho. Eu era estranha. A igreja era estranha. Ou será que todo mundo era estranho? Ou ainda todo mundo continua estranho? Enfim...

Eu tinha 16 anos. O cabelo já estava tingido de loiro com cachos [progressiva ainda não havia sido inventado], estava na escola terminando o colegial. Tá, eu era estranha.

Mais estranho ainda era a igreja onde eu ia. Minha tia era a pastora. Não que ela não fosse legal e tal. Mas era engraçado ela ser a pastora.

A igreja era bem pequenina, poucos bancos para sentar [esses versos parecem uma certa musiquinha do voz da verdade, né não?], ficava em um bairro de periferia em piracicaba - o água branca. Ah sim, em um avenida um tanto parecida com a av. rapozo tavares [em menores proporções, claro...].

Um dia, em um culto de santa ceia, os poucos irmãos que ali estavam aguardavam a pastora [sim, minha tia] dar a benção e servir a ceia:

- Porque, semelhantemente, tomando o pão, Jesus disse: tomai, comei, este é o meu corpo que entrego a vós. Fazei isso todas as vezes em memória de mim.

[a bandeja com o cálice passa para os irmãos e ela toma o vinho - a igreja inteira imita]

- Tem alguma coisa errada irmãos... Nossa, servi o vinho primeiro... era o pão que deveria ser primeiro [risadas]....

Assim, naquela época aprendi que na igreja a ordem dos fatores não altera o produto.

[HI HI HI]

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

HOLOCAUSTO!


Essas memórias hoje são dedicados as vítimas do holocausto!

"Sonhos que foram rasgados
A esperança era apenas sobreviver...
era não caminhar em cinzas de dor..."

Hoje caminhamos em meio as cinzas do holocausto.
Pensemos nisso!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

REFORMA...


As memórias de reforma deste blog estão passando por uma reforma... [seria isto pleonasmo?]

Porém, mesmo em reforma, as memórias vão continuar... rs

sábado, 22 de janeiro de 2011

Telefone sem fio...

Era uma tarde ensolarada. Sabe aquelas tardes de sexta-feira ocupadas mas também entediantes? Pode-se dizer que o twitter também estava assim.

O primeiro tweet começou assim:

@joelma: "É estranho porque as pessoas querem mostrar o que não não."

O segundo continuou:

@ana_vilma: "É estranho pq as pessoas querem mostrar o que não são. [penso o mesmo qdo vejo algumas pessoas]"

A tecnologia gera um paradoxo. Você não sabe bem como cada um pode ler essas frases. Tipo, algumas leem com a voz do Darth Vader. Outras leem com a voz do Silvio Santos. Vai entender...

@joelma: @ana_vilma: Pq me citou? Não te sigo e não te dou esse direito.

[Pode ter certeza que a joelma tava com a voz do Darth Vader na cabeça!]

@ana_vilma: @joelma : Não precisa me seguir sua besta quadrada. É um favor.

[Agora a @ana_vilma tava com a voz do Coração Gelado dos Ursinhos Carinhosos, lembra?]

@elementoX: @joelma - Otária.

@marcos_magrin: briga! briga! briga!

@kako_antibes: parem de brigar, por favor. As palavras machucam.

@darth_vader: Isso mesmo! Briga mesmo!

@silvio_santos: má oiiiiiii!

Depois dessa, fiquei me perguntando: "Seria esse o telefone sem fio digital?"

PS: nomes e situações foram alterados. O humor foi acrescentado também para ficar mais joinha.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

DEUS ESTÁ NAS PEQUENAS COISAS...

Av. Rapozo Tavares - Piracicaba.

Já passou por lá?
Não sei se alguém já contou quantas igrejas tem por lá, mas confesso que já me senti tentada a fazê-lo.

No geral, é uma avenida simpática. Pra quem não é de Piracicaba, pense na Av. Celso Garcia (aquela mesma que corta o brás em são paulo, onde tem o tempo do sr. macedo). Imaginou?

Pois sim, a Av. Rapozo Tavares é uma espécie de Av. Celso Garcia em menores proporções [claro], que também atravessa a periferia. Você vai encontrar qualquer igreja lá (exceto templos monumentais como o do sr. macedo - isso você encontra só em São Paulo mesmo...)
Você vai encontrar alguns estabelecimentos comerciais por lá. Pronto socorro, supermercados, farmácia, padarias, trombadinhas, semáforos, e igrejas. Muitas igrejas.

Assembléia de Deus, Quadrangular, Agnus, Igreja da Graça, Palavra Revelada, Deus é amor, (se pá uma Universal), Igreja Católica. Acho que até centro espírita você encontra por lá.

Agora a pergunta que não quer calar: em qual templo devo ir para encontrar Deus? Na igreja do RR Soares? Talvez a do Sr. Macedo se eu ofertar?

Tantas igrejas e tanta gente se perdendo. Tanta gente que não consegue se encontrar.
A verdade é que, se passarmos a vida inteira a vagar por rapozos tavares ou celso garcias, vamos ficar insatisfeitos e por fim, vamos chegar a seguinte conclusão:"Deus estava lá, mas se foi..."! É sempre assim...

Mas sabe? Esse tempo todo ausente de avenidas raposos tavares, aprendi a encontrar Deus nas pequenas coisas. Aprendi a ver Deus em mim mesma.
Talvez, quando passarmos a olhar pra dentro de nós mesmos e encontrar Deus em nossos corações e em nossas atitudes, avenidas como rapozo tavares e celso garcia serão simples avenidas e nada mais....

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O DIA QUE A IGREJA FALIU...

Outro dia minha tia me disse bem assim: “Andréia, você precisa voltar pra igreja!” Confesso que demorei um pouco para responder. Refleti um pouco a respeito.
(...)
“Voltar pra igreja...”
( ...)
“Será que estou distante de Deus só porque não possuo cargos de igreja?” “Será que não estar na igreja é estar distante de Deus?”
(...)
Pensei um pouco a respeito. Achei difícil responder tudo isso em minha mente. Apenas respondi para minha tia um calmo e pensativo: “é...”
O que constantemente passa pela minha cabeça não é porque não estou ativa na igreja, mas porque quem está lá nunca tem mudança de vida. Culpa do pastor? Não sei. Acho complicado botar a culpa só no pastor. Acho que todo mundo tem culpa nessa jogada. Quem vai não quer mudar. Quem prega, não quer aplicar na própria vida o que diz. Onde está o erro? Em quem está dentro? Em quem está fora? Não sei. Mas a parada está ficando cada vez mais feia.
Só em Piracicaba, se fôssemos fazer um censo de quantas igrejas temos espalhadas, já era pra cidade toda estar “salva”. O fato é que, a cada dia que passa, mais igrejas nascem por aí, mas poucos são salvos de verdade. Quem não conhece Deus acaba não conhecendo. Quem conhece acaba passando por trocentas igrejas e nunca encontra um lugar ideal. Culpa de quem procura? Pode ser. Talvez elas procurem igrejas confortáveis, que falem o que elas querem ouvir. Mas pode ser que elas realmente estejam tentando encontrar Deus no meio disso tudo.
Sabe qual é o real problema mesmo? Não são as placas de igreja. São as pessoas. Ficamos egoístas, incrédulos, impassíveis. Não perdoamos, não queremos mudar, não abraçamos: jogamos pedra. Não querem mais curar, querem causar dor. Não se vive mais o amor de Deus; se vive o amor a si próprio, o “eu”. Se vive prosperidade, dízimos... Não se vive amor ao próximo, não se vive comunhão.
Já fui líder de jovem duas vezes em duas denominações totalmente diferentes. A dificuldade que encontrei foi exatamente a mesma. Quer a real? Não tem jovem na igreja. Jovens estão no mundo. Eles estão nas faculdades, nos bares, nas baladas. Salva raríssimas exceções, temos um ou outro comprometido na igreja. Os poucos jovens que estão na igreja, a liderança local não os enxerga. O restante dos cultos de “jovens” são adolescentes ou pré-adolescentes geração Restart que daqui a alguns anos também não estarão mais na igreja, porque a mesma não os acolhe.
Aliás, quem acolhe quem? Essa é a pergunta que tenho feito dia após dia. Não somos acolhidos, somos esmagados, criticados... somos tudo, exceto acolhidos. Outro dia ouvi algo assim: “Você deixou a liderança e por sua culpa muitos se perderam”. Cara, como eu queria acreditar que sou responsável por alguém. Mas porque ninguém é responsável por mim? Porque ninguém se responsabiliza pelas minhas dores?
Talvez eu seja individualista? Talvez. Não me culpe. Sofro exatamente o que você sofre: não sou acolhida, não fui cuidada por líderes, pastores, amigos... Se tem algo que tenho aprendido é que as pessoas (dentro ou fora da igreja) são mais volúveis que chuva nas estações. Mas por incrível que pareça, tenho encontrado mais sinceridade nas pessoas lá de fora. Não posso dizer o mesmo de quem está na igreja.
Não estou revoltada. Não estou distante de Deus. Só estou cansada e triste. Cansada em ver a igreja se definhar dia após dia. Triste por ver as pessoas aceitarem a igreja falir.
Sabe quando a igreja começou a falir? Quando começamos a criar nossas próprias regras; quando alguém da denominação X discordou de algo e quis criar a sua igreja Y, que por sua vez tinha alguém lá que ficou um tempo e não concordou com algumas coisas e fundou sua igreja W. O ciclo não parou. Está longe de parar. E assim surgiu a igreja do movimento C; outra do movimento R... Mas, qual é o fundamento? Qual é a estrutura?
A igreja faliu no dia que ela perdeu sua estrutura e sua história. A igreja faliu quando a história de sua origem passou a ser uma discórdia lá atrás; uma briga com líderes; ou simplesmente uma briga qualquer.
O problema disso tudo é que estamos falindo junto com esta história toda. A pergunta que fica é: até quando vamos agüentar? Sabe... acho que a questão nem é “agüentar” mas “encontrar” o lugar certo. Não sei quando irei encontrar, mas já sei onde não devo tentar encontrar e onde devo. Só sei que não devo esperar nada de pessoas, mas Dele...Só sei que não devo tentar encontrar o lugar logo ali na esquina, na igreja do fulano que discordou da igreja X, que por sua vez montou a igreja L que deu origem as igrejas P, S, L, T, W...


Andréia Vieira

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Simplesmente 'ocupado'...

Você se considera uma pessoa ocupada? Acho que hoje em dia, difícil não ser ocupado, não é verdade? Trabalho, faculdade, sonhos, objetivos... são tantas coisas a conquistar! As vezes dá vontade de ser criança para não ter que se preocupar com tudo isso...rs

Mas sabe? Estes dias me peguei pensando. Quando eu era criança eu amava conversar, eu era uma criança muito comunicativa (pentelha a beça também). Tinha amiguinhas que fazia questão de visitar, não importava se fazia sol ou chuva. ICQ e MSN??? Magina, isso não existia! Eu não estou tão velha assim e é estranho pensar que Orkut e Facebook não eram ferramentas para se manter amizades na minha adolescência. Sabe o que funcionava mesmo? O velho e lindo diálogo ao vivo e a cores! Ah, e visitar os amigos de vez em quando funcionava bastante.

O fato é: CRESCEMOS. Ingressamos na faculdade, começamos a trabalhar, fazemos planos, sonhamos, e com isso, nos tornamos ocupados demais. Não temos tempo pra fazer amigos. Não temos tempo pra manter um relacionamento. O que fazer? Faça um orkut ou um facebook e coloque suas 'fotinhos' atualizadas pra que todos vejam como você está. E a pergunta é: como você está? Dos 500 amigos do seu orkut que olham suas fotos recentes, algum deles pergunta pra você pessoalmente como você está? Aliás, destes 500 amigos, quem você vê pessoalmente?

O mais bizarro nessa história toda de tecnologia é querer mostrar para nossos amigos virtuais como somos pessoas ocupadas. Reduzimos nosso velho e bom diálogo ao msn, e quando entramos lá, definimos nosso status como 'ocupado'. Qual o objetivo em ter 117 contatos na sua lista e nenhum deles nem sequer querer saber de você?

Não sou contra a tecnologia. Não sou contra orkut e facebook. Na verdade, tenho tudo isso. Sou contra substituirmos isso tudo nos nossos relacionamentos com a desculpa de que somos 'ocupados' demais. Todo mundo tem suas ocupações, mas está na hora de definir o que é ser ocupado de verdade. Não creio que ser ocupado para relacionamentos vá nos levar para algum lugar. Precisamos nos relacionar, conversar, ser amigos, se preocupar de verdade com o nosso próximo! E PESSOALMENTE! Nada substituí um 'como vai você' pessoalmente! Nada substituí uma boa carta à mão, um 'olá' pessoalmente, um cafézinho com um amigo na padaria ou uma ligação de alguém te perguntando 'você tá bem? Saudades...". Me perdoe, mas não há orkut ou msn que supere isso!

E insistimos ser assim em qualquer lugar: na faculdade, na igreja, no trabalho...
Somos simplesmente 'ocupados'...

Quando a igreja insiste em querer ofecer um Deus que ama relacionamento, mas encontro meu próprio pastor 'ocupado' no msn, sinceramente não sei o que pensar! Quando encontro pessoas que fazem jejum de água mas não consegue enxergar porque as pessoas estão se afastando, também não sei o que pensar...

Até quando vamos ser ocupados e ainda por cima querer vender um Deus que ama?
Antes de vender Deus, ofereça relacionamento!

Pense nisso!